quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

MEU CACHORRO ATAHUALPA - AUTORA: URDA ALICE KLUEGER

Atahualpa é um cãozinho que desde filhote vive muitas aventuras. Algumas são relatadas por “sua dona” neste livro em forma de crônicas.

Sobre o livro fala Sandra Tolfo:

Em um tarde de dezembro de 2007, a Urda adentrou a sala da Editora Hemisfério Sul, trazendo nas mãos uma bola de pelo preto. Era Atahualpa, um filhotinho que acabara de adotar. Ele era tão pequeno que cabia nas palmas das minhas mãos e era tão peludo que de fato parecia ser uma bola de pelo. Ela o colocou numa caixinha de papelão no jardinzinho do lado de fora da porta, mas o seu choro era tanto, que o trouxe para dentro e ele veio se deitar em cima dos meus pés. Por vários dias seguiu dormindo em cima dos meus pés; por certo queria aquecer-se ali e ali também se sentia protegido. Eu me apaixonei por aquele bichinho que seria meu companheiro de todas as tardes na editora e com quem eu iria disputar o banco de carona no carro da Urda, quando ela me levava para a faculdade.

Eu poderia escrever muitas coisas sobre o Atahualpa. Poderia contar das nossas brincadeiras, de quando o ensinei a falar, das poses para fotos, dos meus lanches divididos com ele, mas meu texto deve ser curto, e essas memórias tomariam muito espaço. Então me limito a dizer que Atahualpa não é apenas um cachorro: ele é meu amigo e através das páginas deste livro você, leitor, poderá conhecê-lo um pouquinho.

Pequeno texto do livro:

Esperei até dez para as seis para voltar à agropecuária, e descobri que TODOS os animais que estavam lá para adoção, naquele dia, tinham arranjado dono e ido embora – todos menos um cachorrinho que estava abandonado lá no canto de uma jaula, abanando um rabinho que parecia um fio de lã preta e do tamanho de um dedinho de bebê – foi um momento mágico aquele, quando peguei Atahualpa no colo, embrulhei-o num florido pano vermelho e fui com ele até o carro, mostrando-lhe o que havia ali por fora e começando nossa primeira conversa:

- Olha só Atauhalpa, veja como o mundo é grande!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Cruzeiros do Sul

Video do programa "Expressão: Dica de literatura" apresentado pelo escritor Viegas Fernandes da Costa, no canal Futura/FURB TV e TV Brasil


video

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Caos e Cosmos: uma proposta de futuro

A Editora Hemisfério Sul Ltda, tem o prazer de comunicar, que brevemente estará lançando mais um livro. Trata-se da obra "Caos e Cosmos: uma proposta de futuro", do escritor Raul Longo.
Abaixo, texto da orelha do livro.


"Estamos vivendo um momento de grande desafio, no que tange às questões ambientais. Deparamo-nos com uma encruzilhada e precisamos escolher, rapidamente, para que lado queremos ir: se optamos pela via da continuidade e seguimos com a destruição de nossas "reservas de vida", ou optamos pela vida da sustentabilidade, onde possamos encontrar um novo caminho.
Em Caos e Cosmos: Uma proposta de futuro, Raul Longo, vem propor de forma lúdica esse debate. Nesta obra, seres de outro planeta olham para a Terra preocupados com o que nós estamos fazendo com o planeta azul, resolvendo, assim, intervir de alguma maneira para que nossas atitudes mudem, e desidem usar este livro para isso.
Sem sombra de dúvida, este é um livro intrigante, um livro desafiador, bem ao estilo da escrita de Raul Longo.
Caos e Cosmos é, por assim dizer, um belíssimo livro, que deve ser lido por todos, principalmente pelos adolescentes, por trazer, em especial a eles, o desafio de construir uma proposta de futuro para a espécie humana e para a manutenção da vida em nosso planeta."

Sandra Tolfo
Cientista Social

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Release lançamento do livro

A Editora Hemisfério Sul Ltda., comunica que já está nas melhores casas do ramo o livro “Adolfo, o cãozinho das praias” de autoria da escritora Anair Weiricch. O livro conta com orelha do escritor Afonso Martini, fotos de Cláudio Cora e teve ainda cuidadosa revisão gramatical de Daise Fabiana Ribeiro, saindo com primorosa capa de Johnny H. Kamigashima.


Sobre Adolfo:

Adolfo está sempre fazendo novos amigos.
Adolfo está sempre repartindo sua comida.
Adolfo é sempre companheiro fiel em todas as horas.
Quem puder fazer o que Adolfo faz, mesmo não sendo um cachorro, - assim como ele é, - com certeza estará fazendo sua parte para tornar o mundo melhor.


Sobre a autora:

A autora pertence as seguintes entidades:
Academia Parano-Catarinense de Letras
ACHE – Assoc. Chapecoense de Escritores
UBE – União Brasileira de Escritores – seccional SC
SEB – Sociedade Escritores de Blumenau
Academia Internacional de Letras “Três Fronteiras”
Centro de Estudos e Difusão Cultural Romaguera Corrêa
Assoc. Uruguaianense de Escritores e Editores
Academia Internacional de Ciências Humanísticas
Clube da Poesia de Uruguaiana


Livros publicados pela mesma:

- Melodias do coração
- Doce jeito de ser criança
- Histórias para enternecer corações
- Semanário de orações Santa Paulina
- Livro lúdico das cores
- Reavivando emoções
- Poesias do cotidiano
- As paredes da minha infância
- Poesias com crônicas
- Filha minha, escute aqui!
- Pintado poesia
- Mensagens para um dia melhor
- Sabedorias essenciais
- Santa Paulina: nunca, jamais, desanimar!


Diz Afonso Martini a respeito do livro:

Quando aparece um título novo na praça, em prosa ou em verso, além das excelências do texto, há de se falar da autora, para apresentá-la ao consumidor. Adolfo, o Cãozinho das Praias é um apólogo infanto-juvenil recheado de peripécias curiosas e de lembretes que o Adolfo semeia nos canteiros das praias onde faz suas traquinices. Além de muito bem coordenado, é de fácil leitura e compreensão. Tem a divina essência do livro: não se pode parar de ler sem que se saiba a ultima travessura aprontada pelo Adolfo. Quanto à fala da Anair Weiricch, pensa-se sempre que se está lendo seu pensamento. É uma mulher livre, lesta e espontânea, além de amiga lúcida de todos e guerreira. Autora de 16 livros em que debulha seus poemas e pensamentos, com esta obra, pela segunda vez, envereda pelos intrincados labirintos da prosa. Alem dos lauréis havidos, participou de todas as antologias da Associação Chapecoense de Escritores – ACHE e de inúmeras antologias literárias, de sul a norte do Brasil. Seu eclético dinamismo vai além de perambular por todo o estado de Santa Catarina e estados vizinhos para vender o produto de que mais gosta – o livro. É a atual Presidente da ACHE, cujo cargo já ocupou no período de 2000 a 2002; é consulesa de Chapecó do programa Poetas del Mundo; e é participante assídua de outras entidades da literatura nacional. Seu perfil literário é conhecido nos três estados do Sul e ultrapassa a fronteira norte do Paraná. Conclui-se que, com esse tesouro literário a lhe dar peso, a autora está capacitada a nos apresentar seu novo filhote: Adolfo, o cãozinho das praias.


Pequeno texto do livro:

“... não muito distante dali, numa casa bem humilde, carregavam um caminhão para fazerem uma mudança. Junto com a mudança, foi carregada também uma cachorrinha grávida, com um enorme barrigão.
O motorista, que estava bêbado, durante o trajeto fazia as curvas em bastante velocidade. Foram perdidos muitos utensílios da casa, mas também a cachorrinha Tina, que acabou ganhando os filhotes na estrada onde caiu. Nasceram quatro cachorrinhos, e foi seu Manoel quem os achou, quando voltava do trabalho, já fraquinhos, fraquinhos...”

O livro tem 22 páginas e custará 10,00 reais o exemplar. ISBN 978 -85-86857-41-6 Editora Hemisfério Sul Ltda. – Blumenau – SC.


Lançamento:

O lançamento acontecerá as 15:00 horas do dia 19 de junho próximo, no Mercado Publico Regional, situado na Av. Nereu Ramos, 1750 E, Bairro Passo dos Fortes em Chapecó/SC.


Contatos:

Editora Hemisfério Sul Ltda.
(47) 3035-3181
(47) 9158-8418

Anair Weiricch
anair_weirich@yahoo.com.br
(49) 9143-7288
(49) 9997-5913

quinta-feira, 11 de março de 2010

Release: Lançamento de Pequeno Álbum, novo livro do escritor Viegas Fernandes da Costa


Acontece no dia 11 de março (quinta-feira), a partir das 20:00 horas, no Bar e Restaurante Farol, o lançamento do livro “Pequeno Álbum”, de autoria do escritor Viegas Fernandes da Costa.
Terceiro livro de Viegas, a obra reúne 44 contos curtos, alguns deles premiados, como é o caso dos contos Teresa e Ítalo. Com uma prosa que margeia a poesia, os textos de Pequeno Álbum procuram construir imagens com palavras, cada conto constituindo-se como fotografias compostas não por luz, mas de verbo. O livro, publicado pela editora Hemisfério Sul, apresenta ainda ilustrações da artista plástica Daiana Schvartz e orelha do contista Rodrigo Oliveira.
Durante o lançamento será servido um coquetel e o autor estará autografando a obra. O preço do livro é de R$ 15,00.

Sobre o autor:

Viegas Fernandes da Costa nasceu em Blumenau (SC) em 1977. Licenciado em História e pós-graduado em Estudos Literários, atualmente trabalha na Biblioteca da Universidade Regional de Blumenau, onde edita o site de literatura Sarau Eletrônico, e no Colégio Metropolitano de Indaial, onde leciona Filosofia e Atualidades. Além de Pequeno Álbum, é autor de Sob a Luz do Farol (Ed. Hemisfério Sul, crônicas, 2005) e De Espantalhos e Pedras Também se Faz Um Poema (Ed. Cultura em Movimento, poemas, 2008).
Comentário do contista Rodrigo Oliveira a respeito do livro “Pequeno Álbum”:
“Não à toa que o primeiro texto que lemos ao nos debruçarmos sobre este Pequeno Álbum de Viegas Fernandes da Costa chama-se Poema. Não que se trate de um livro de versos. Mas é a poesia que permeia e dá corpo à prosa de Viegas.
Pequeno Álbum parece trazer um tom mais intimista do que Sob a Luz do Farol e De espantalhos e pedras também se faz um poema, trabalhos anteriores do autor. Sensível, este álbum estabelece relações do texto com a própria arte, pelos olhos e palavras do escritor. Intertextual, Viegas dialoga e nos apresenta alguns daqueles que traz estampados em seu álbum: Chaplin, Tornatore, Flaubert, Quintana, Sartre, Kafka, Calvino e tantos outros que poderíamos preencher toda a orelha deste volume. Quantas memórias trazem este livro!
Entre estes grandes nomes sorriem, ainda, como de fotogramas amarelados pelo tempo, figuras que resgatam memórias mais introspectivas, como em Reminiscência, de memórias expostas, gengivas nuas e sorriso ancião inocente. Com esta sensibilidade e aquela intertextualidade, este Pequeno Álbum se revela igualmente metaliterário. O autor, olhando para as figuras deste álbum, parece querer encontrar, em primeiro lugar, a si mesmo. Em Composição compõe "silêncios como quem compõe versos" e explica: "É nestes silêncios que me encontro e onde podem me encontrar como realmente sou!". Nos contos e textos de Pequeno Álbum podemos ver o escritor se dobrando sobre o próprio texto, sobre o próprio fazer literário, como no premiado Ítalo, conto de construção ímpar e riquíssima leitura. Teresa e O Velho, a Velha e o Violino apresentam ainda personagens belíssimos em narrativas sensíveis que exploram os limites desta prosa poética proposta por Viegas.
É tocante, é incômodo, é lírico. É necessário, este Pequeno Álbum. Porque nos lembra que "poesia não se pode ler (...) a poesia vivemos".
Apreciando este álbum observamos o autor, pouco a pouco, tentar desvendar-se, retomar um passado, vislumbrar um futuro, resgatar e desnudar a si mesmo e a seu próprio texto. É quase sem perceber que, ao fim do volume, nos quedamos nós mesmos desnudados e expostos ali, estampados neste Pequeno Álbum.”

Serviço:

O que: Lançamento de Pequeno Álbum, terceiro livro do escritor Viegas Fernandes da Costa
Quando: 11 de março (quinta-feira), às 20:00 horas.
Onde: Bar e Restaurante Farol, Praça do Estudante (no final da rua Antônio da Veiga), Blumenau, SC.
Maiores informações: Editora Hemisfério Sul (3035-3181 e 3339-7334) (hemisferiosul@san.psi.br e urda@flynet.com.br) e Viegas Fernandes da Costa (8445-9150 e 3321-0222) (viegas@furb.br)

Lançamento do livro Pequeno Álbum


Na noite do dia 11 de março, apartir das 20:00 horas, acontece o lançamento do livro "Pequeno Álbum", do escritor Viegas Fernandes da Costa.







quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A TERRA ESTAVA VAZIA E VAGA – AUTOR: WERNER NEUERT

Segundo livro de contos de Werner Neuert (autor, também, de “Do ofício de matar bois”, livro de instigantíssimos contos). De novo com contos, desta vez Werner Neuert vai num crescendo: o primeiro conto tem exatamente uma linha e meia, e diz o seguinte:
“- Fui três vezes ver o morto. Sou prima do candidato a prefeito”, e o tamanho deles vai aumentando até se transformarem em contos longos, no final do livro, mas nenhum perde a sua genialidade e a sua instigância. Na orelha do livro pode-se ler, de autoria de Maicon Tenfen: “(...) Punhal. Cada frase é um rasgo na minha pele, um golpe transversado nos meus olhos, uma fatia do cérebro que, pingando, s’esvai (...)” Não há como ficar-se indiferente ao livro.


99 Páginas – Preço: R$15,00 – ISBN 85-86857-15-7 – 1ª edição - recomendado para adultos.
PS: ESGOTADO

SOB A LUZ DO FAROL – AUTOR: VIEGAS FERNANDES DA COSTA

São 35 crônicas selecionadas pelo próprio autor dentre as melhores que publicou na mídia. Segundo a escritora Urda Alice Klueger, que assina a apresentação da obra, “são textos que nos podem fazer rir quanto revirar o que temos de mais íntimo e nos apunhalar de dor; são como afiadas espadas de luz que Viegas cria com leveza ou angústia, e que nos esperam no livro para nos atravessar”. O posfácio leva a assinatura do escritor Maicon Tenfen.
Leves, irônicos ou líricos, os textos que compõem “Sob a Luz do Farol” demonstram o compromisso do autor com o seu tempo e com a sociedade em que vive.
Viegas Fernandes da Costa nasceu no município de Blumenau em 21 de fevereiro de 1977. Formado em História e professor de Humanidades no Colégio Metropolitano de Indaial, começou a escrever muito cedo. Poeta, contista, cronista e ensaísta, possui inúmeros trabalhos publicados na imprensa nacional e em antologias, detendo inclusive alguns prêmios literários. Viegas mantém também a coluna “Crônica da Semana”, distribuída para milhares de endereços eletrônicos em mais de uma dezena de países.

Apresentação da escritora Urda Alice Klueger para o livro “Sob a Luz do Farol”, de Viegas Fernandes da Costa.

Conheci Viegas em janeiro de 1997, quando sentamos em carteiras vizinhas para fazermos nosso Vestibular de História. Ele me reconheceu de imediato, e fiquei impressionada com sua curiosidade a meu respeito e a respeito de outros escritores que eu conhecia. Como estávamos ali por causa do nosso gosto pela História, no primeiro momento não me passou pela cabeça que aquela curiosidade literária advinha do fato de eu estar na presença de um dos raros grandes valores que a Literatura produz em cada povo.
Passamos os dois nos primeiros lugares do Vestibular, ele na minha frente, o que acho uma honra. Quando março chegou e nos reencontramos na mesma sala de aula, desde há primeira semana ficou muito claro a que o Viegas vinha – disparado, era o melhor, o mais inteligente e o mais preparado dos alunos daquela turma de História que se formou no ano de 2001, desde o primeiro semestre do Curso que nos tornamos bens e grandes amigos, amizade da qual até hoje tenho o prazer de auferir. Logo criamos o hábito da passagem por um barzinho, depois das aulas, para discutirmos os teóricos da História, um pouco de Literatura, ou mesmo para jogarmos converso fora.
Foi só com a nossa formatura, já dita em 2001, que houve, afinal, o tempo para se voltar à Literatura – e então é que fui, enfim, ofuscada pela beleza e pela luz que emanavam do que Viegas escrevia. Ele já nascera Mestre – a História viera apenas como caminho, como a lhe dar substrato para seus textos mais maravilhosos, tanto em prosa quanto em poesia, embora em nenhum momento meu amigo tenha desprezado nenhum outro assunto que mexeu com a sua alma, como o das suas muitas divas inspiradoras, por exemplo.
“Sob a luz do Farol” é uma coletânea de crônicas e contos seus, nascidos na famosa mesa 8 do Bar Farol, próximo à Universidade, em Blumenau.


136 Páginas – Preço: R$ 20,00 – ISBN 85-86857-25-4 – 1ª edição

SAMBAQUI – AUTORA: URDA ALICE KLUEGER

Sambaqui é um romance baseado em pesquisas histórico-arqueológicas, sob a orientação da professora doutora Elizabete Tamanini, com prefácio da mesma, mapa, foto de objeto sambaquiano, de autoria de Charles Steuck, posfácios de Júlio de Queiroz, da Academia Catarinense de Letras, e do professor e historiador José Roberto Severino. É um romance que traz notas de rodapé e informa ampla bibliografia usada pela autora. A esmerada capa é de Johnny Kamigashima e a revisão de Daise Fabiana Ribeiro.

Sobre o livro, disse o escritor Viegas Fernandes da Costa:

SAMBAQUI

Somos um povo desmemoriado, reza o ditado, e por muito tempo estivemos acostumados à idéia de que nossa cultura fundou-se a partir da chegada dos portugueses por estas terras. Muito recentemente, porém, descobrimos os povos indígenas, hoje oficialmente reconhecidos como elementos essenciais na construção disto que chamamos de cultura brasileira. Mas recuar no tempo nunca foi o nosso forte, e pensar o território brasileiro habitado por seres humanos muito antes de 1500 parece algo absurdo, improvável. Porque povos antigos, afirmamos alguns de nós, estão lá nas pirâmides egípcias, nas ruínas mesopotâmicas, nas esquecidas ilhas do Pacífico, mas não por aqui. E sobre as ruínas deste passado que ajudamos a enterrar, esquecer e desconhecer, construímos nossas cidades, nossas rodovias, nossos cemitérios.
O que Urda faz, neste seu novo romance, é mostrar a antigüidade, a diversidade e a riqueza das pessoas que há mais de 4 mil anos já andavam por aqui, que nestas terras sepultaram seus mortos e que nos legaram alguns vestígios das suas culturas preservados sob nossos pés. Ao narrar a história de Jogu, Sanira, Calexo e tantos outros personagens que há quatro milênios organizaram suas vidas sobre uma montanha de conchas, que hoje chamamos de sambaqui, no litoral catarinense, Urda entrelaça ficção e arqueologia, arte e ciência, emoção e razão para compor, a partir dos fragmentos de um passado que se anuncia nas peças dos museus e nas pistas dos sítios arqueológicos, uma história repleta de humanidade, de descobertas e de paixão.
Neste “Sambaqui”, resultado de uma cuidadosa pesquisa que a autora realizou por mais de dez anos em museus, bibliotecas, universidades e escavações arqueológicas, Urda nos mostra que ainda se é possível ousar e escrever o novo, e que há muito mais para se saber a respeito dos antigos povos que habitavam estas terras em que hoje construímos nosso presente.

Viegas Fernandes da Costa
Historiador e escritor

245 Páginas – Preço: R$ 30,00 – ISBN: 978-85-86857-34-8 – 1ª edição

AS BRUMAS DANÇAM SOBRE O ESPELHO DO RIO – AUTORA: URDA ALICE KLUEGER

Trata-se de um romance-histórico vivenciado por pescadores do litoral de Santa Catarina durante a guerra do Paraguai. O livro é a reedição do mesmo romance de 1981, conservando, inclusive, a apresentação do saudoso escritor e jornalista Norberto Cândido Silveira Júnior, e com orelha do escritor Maicon Tenfen.

Diz Maicon Tenfen a respeito do romance:

“Século XIX, praia do Itajaí, província de Santa Catarina.
Às vésperas da Guerra do Paraguai, um misterioso barqueiro da ilha de Nossa Senhora do Desterro aporta na casa e na vida de Elisa, jovem que vivia às voltas com seus afazeres à beira-mar. A convivência do forasteiro com a família de Mestre Bele, pai de Elisa, há de transformar a rotina local. Diante do estranho, o desconforto e os rubores da moça aos poucos vão cedendo a sensações e sentimentos até então desconhecidos por ela.
É assim que se inicia “As brumas dançam sobre o espelho do rio”, romance publicado no principio dos anos 1980 e que agora, sob nova roupagem editorial, retorna às livrarias do Estado e de todo o Brasil.
Depois do sucesso de Verde Vale, obra em que focaliza a colonização germânica no Vale do Itajaí, Urda A. Klueger volta seus olhos de ficcionista para as comunidades e a cultura do litoral catarinense. Com uma linguagem fluente e objetiva, acessível ao comum dos leitores, a autora utiliza um fato histórico pouco difundido nos manuais – o isolamento de colonos e pescadores no interior de Santa Catarina para escapar à carnificina que foi a desventura brasileira no Paraguai – para dar vida a uma gente simples que luta por dignidade e, a sua maneira, por um mundo melhor.
Graças a suas qualidades de narradora, Urda se desvencilha de todas as armadilhas comuns aos romancistas que trabalham com motes históricos. O tratamento “descritivo” do período nunca se sobrepõe ao vigor do enredo e dos personagens, que crescem e se agigantam conforme avançamos romance adentro. Em Urda e seus livros, encontramos o sabor e a leveza das boas narrativas, daí a permanência da autora e a constante reedição dos seus livros. É leitura que sempre vale a pena”.

Pequeno texto do romance:

“De repente, começou a grande explosão de alegria da natureza, que era florescimento dos ipês amarelos. Ah! Elisa, que coisa linda, que coisa linda! Bem ali detrás da cabana dela floresceu um ipê inteiro, um ipezão que já deveria ser secular (...). O milagre de setembro, porém é algo que não se explica: o ipezão, que parecia seco, de repente era um ipê de ouro, tão fortemente dourado que doía nas vistas só de olhar. Ah! Elisa, que coisa linda, que coisa linda!”
Elisa (...) andava agora em grandes devaneios pela natureza, apaixonada pela vida e por tudo o que estava acontecendo ao redor. Setembro também entrara nela (...) e uma brisa mais forte vinha e derramava uma chuva de ouro de flores de ipê sobre a cabana. Ah! Elisa, que coisa linda, que coisa linda!”


172 Páginas – Preço: R$ 23,00 – ISBN: 978-85-86857-30-0 – 5ª edição